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Um olhar sobre

Chico Cesar



Não é apenas um grande músico, é também um notável poeta, tendo alcançado postos de relevância pública.

A edição 2012


Mali & França - No palco: 13 abr 2012

Na kora ou no violoncelo, o mesmo desejo de compartilhar todo o seu vasto conhecimento.
Em África, à semelhança do que acontece com as espécies animais e vegetais, existem inúmeros instrumentos musicais em risco de extinção.

Não é este o caso no imenso território do antigo império mandingue, que engloba a Gâmbia, a Guiné, a Guiné-bissau, o Mali e vastas regiões do Burkina Faso, da Costa do Marfim e do Senegal.

Graças aos "griots", uma casta de cantores, contadores de histórias e músicos, designados "djeli" nesta região, assiste-se a um verdadeiro renascimento dos instrumentos mandingues.

Os lutos e as harpas ancestrais, entre outros, resistem de forma magnífica à concorrência da guitarra.

Entre estas harpas, a mais célebre é a «kora», uma harpa com uma cabaça, cavalete e 21 cordas: «sete para o passado, sete para o presente e sete para o futuro», diz a lenda.

Ballaké Sissoko escolheu resolutamente o futuro, como o seu amigo e primo Toumani Diabaté. Ambos pertencem a famílias de «djeli» famosas, que se instalaram no Mali, mas são originárias da Gâmbia.

Se a Guiné-Bissau é considerada o berço da kora, a Gâmbia é há mais de um século o viveiro onde se têm desenvolvido os maiores virtuosos deste instrumento.

Ballaké e Toumani são filhos de dois gigantes da kora, Djelimadi Sissoko e Sidiki Diabaté, que participaram em 1971 no mais célebre disco da história deste instrumento: «Cordes Anciennes».

Djelimady e Sidiki eram dois pilares do prestigiado Ensemble Instrumental du Mali, dirigido pelo grande Keletigui Diabaté, cujo filho Fassély é o parceiro indefectível de Ballaké no balafon...

Curiosamente, apesar da sua tradição familiar, Ballaké é antes de mais um auto-didacta: «A kora foi sempre um instrumento presente na família, tanto do lado materno como do lado paterno, mas o meu pai não queria que eu fosse músico, preferia que me tornasse advogado ou funcionário público. Aprendi a tocar às escondidas, enquanto o meu pai ia aos ensaios. Tinha roubado a chave da sala onde ele escondia as koras. Quando ele morreu, em 1981, tomei o seu lugar, embora tivesse apenas 13 anos.»

Em 1999, por sua vez, Ballaké e Toumani gravaram em conjunto «Nouvelles Cordes Anciennes» (Hannibal-Ryko / harmonia mundi), disco que os impôs não só como os herdeiros da tradição mais genuína mas também como os representantes mais destacados da nova vaga de virtuosos da kora.


Ver também: O Myspace de Ballake Sissoko

Escutem Ballake Sissoko et Vincent Segal:



No palco esse dia







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